Petrobras, Shell e Strohm se unem para trazer o TCP Flowline e Riser ao pré-sal do Brasil

25 agosto 2021

- O projeto mais avançado do mundo que visa revolucionar o mercado de riser em águas profundas –

A Strohm anunciou um programa de cooperação industrial (JIP – joint industry programme) revolucionário, junto à Petrobras e Shell, envolvendo sua tecnologia de dutos compósitos termoplásticos (TCP - Thermoplastic Composite Pipe). O contrato, que a Strohm avalia como considerável[1], tem o potencial de revolucionar o mercado de risers e flowlines para águas profundas no Brasil e no exterior, com uma solução que é livre de corrosão e projetada para uma vida útil de 30 anos. Este é o programa mais avançado no mundo, com objetivo de levar a tecnologia TCP aos risers e flowlines offshore sob as condições reais de campo.

O contrato de quatro anos coincide com uma grande expansão, já bem encaminhada, da fábrica da Strohm na Holanda, prevista em seu plano estratégico de crescimento. O JIP também desencadeou a ampliação da presença da Strohm no Brasil, fomentando a contratação de uma série de engenheiros locais, bem como a criação de um novo escritório no Rio de Janeiro.

Os prolíficos campos de produção do pré-sal possuem alguns dos poços mais produtivos do mundo. Tipicamente, campos de águas profundas como estes, produzem através de risers dinâmicos conectados a navios de produção, armazenamento e descarga, comumente conhecidos como FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading). Recentemente, os risers e flowlines flexíveis convencionais têm apresentado problemas de integridade prematuros, relacionados à corrosão, gerando com isso a necessidade de substituições regulares e onerosas, que impactam a produção.

O TCP Riser e Flowline da Strohm são um produto novo e disruptivo, insensível à corrosão, e com uma vida útil de três décadas. Possui elevada resistência à fadiga, além de ser mais leve se comparado a dutos de aço, resultando em uma configuração de catenária livre com custo total instalado muito competitivo.

O TCP foi introduzido no mercado pela Strohm em 2010 e, desde então, a Strohm construiu o maior histórico de fornecimento de flowlines e jumpers TCP. O JIP para o TCP Riser e Flowline se beneficia de trabalhos anteriores realizados no Brasil, e inicia neste mês de agosto, quando a empresa pioneira global desenvolverá, qualificará e testará a sua tecnologia de dutos compósitos junto aos dois operadores para comprovar seu uso em campo e torná-la comercialmente disponível para a indústria de Óleo e Gás. Por meio deste programa único, serão fabricados e instalados dois sistemas TCP pilotos, sendo um Flowline e o outro Riser. Isto resultará no primeiro programa da indústria visando amadurecer o TCP Riser para TRL-6 (API 17N), provando ser uma tecnologia viável e pronta a ser implementada.

O CEO da Strohm, Oliver Kassam disse: “Este é um momento muito significativo e emocionante, uma vez que unimos forças com a Petrobras e a Shell para qualificar o nosso TCP Riser e Flowline e ver os protótipos instalados em águas profundas até 2024.

“O TCP tem o potencial para transformar o mercado global de flowlines e risers em águas profundas, e abre um enorme potencial para nós no Brasil. O conjunto do pré-sal brasileiro tem atualmente mais de 20 FPSOs em operação, e cada um deles possui diversos risers, nos proporcionando uma enorme oportunidade no mercado de substituição. Além disso, o país também investe anualmente cerca de um bilhão de dólares em risers para apoiar a operação de novos FPSOs, e este valor deverá aumentar, alinhado com a ambição do país em se tornar o quarto maior produtor mundial de petróleo até 2029. Este JIP confirma que o TCP está bem posicionado para mudar o rumo do setor de águas profundas e da Strohm. Estamos no caminho certo para cumprir a nossa visão de sermos o maior fornecedor de soluções livres de corrosão e apoiar nossa estratégia de fornecer produtos com emissão de carbono significativamente mais baixa.”

O TCP Riser tem baixa emissão de carbono, uma vez que é armazenado e fornecido em longos comprimentos, resultando em custos de transporte e instalação mais baixos. O TCP Riser pode ser instalado utilizando embarcações atualmente disponíveis no mercado, e como não requer quaisquer elementos de flutuação durante a instalação, os custos são significativamente reduzidos, levando a uma economia global. Como consequência, as emissões de CO2 são enormemente reduzidas. O produto é também 100% reciclável.

Henk de Boer, CTO da Strohm acrescenta: “Trabalhamos próximos à Petrobras e à Shell para compreender os seus requisitos de instalação, configuração submarina, bem como em termos de fluidos, pressões e de vida útil de projeto. O resultado é uma tecnologia insensível ao CO2 e H2S, que pode ser instalada com embarcações existentes, com pequenas modificações, e possibilita a configuração dos risers em catenária livre, dispensando a necessidade de elementos de flutuação, um grande fator de custo em águas profundas.”

Como parte do programa, serão realizadas atividades de engenharia e testes de dutos na Holanda e Brasil, e serão fabricados e instalados protótipos em escala real em águas profundas no Brasil.

Juliano Dantas, gerente executivo de P&D da Petrobras, disse: “Acreditamos que este JIP, construído em colaboração com a Strohm, é muito adequado para trazer, com sucesso, a tecnologia dos TCP Risers para o campo. Este JIP se encaixa em nossa estratégia de desenvolvimentos direcionados à implantação; é nosso objetivo sermos capazes de oferecer o TCP Riser como solução para nossos projetos na Petrobras o mais rápido possível.

Olivier Wambersie, Gerente Geral de Tecnologia da Shell no Brasil, disse: “Nós estamos trabalhando de perto com a Strohm há muitos anos. Estamos realmente entusiasmados para ver este programa nos levar à primeira aplicação mundial de TCP Flowline e Riser em águas profundas, nas condições do pré-sal. Tal fato não irá apenas resolver os desafios de integridade dos ativos, mas também irá trazer impacto positivo sobre a intensidade de carbono de nossas operações. Eu e meu time aguardamos ansiosamente para trabalharmos com as partes envolvidas.”

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[1] A Strohm define como considerável, contratos entre EUR 10 milhões e EUR 50 milhões.